Como o Brasil pode liderar a bioeconomia mundial e superar barreiras internacionais no setor agrícola
No programa Energia Agro, transmitido pelo canal Agro+, o apresentador Donizete Tokarski entrevistou o deputado federal Danilo Forte, presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara.
Durante a conversa, Danilo Forte abordou o conceito de reciprocidade ambiental: defende que o Brasil deve responder a tarifas e barreiras impostas pela Europa com medidas semelhantes, valorizando sua posição como maior fornecedor de alimentos e país que mais contribui para a redução de carbono. Segundo ele, “é preciso jogar de igual para igual, buscando compensações, inclusive nos créditos de carbono”.
O deputado ressaltou que não há confronto entre produção de alimentos e biocombustíveis no Brasil, desmistificando argumentos recorrentes da Europa. A produção de soja, por exemplo, só cresce, inclusive em novas fronteiras como a Chapada do Araripe (CE), fortalecendo tanto o mercado de alimentos quanto de energia limpa.
Na área de energias renováveis, Danilo Forte salientou o papel do Nordeste na geração de energia solar e eólica — já superior ao consumo local —, mas criticou o “freio de mão” do governo federal na expansão desse setor por questões de transmissão e falta de estímulo à demanda. Ele destacou a importância de estimular data centers e exportação de serviços energéticos, além de investir em hidrogênio verde.
Outro ponto forte foi o debate sobre combate à sonegação e a importância da aprovação de leis mais rigorosas para coibir práticas como o “devedor contumaz”, responsável por mais de R$ 60 bilhões em evasão fiscal só no setor de combustíveis há poucos anos.
Por fim, o deputado explicou o projeto de Emenda Constitucional sobre agências reguladoras, defendendo fiscalização mais efetiva pelo Congresso, agilidade e modernização nas tomadas de decisão, essenciais para competir globalmente e manter o protagonismo do Brasil nos setores agro e de energia.

